CREATINA

 

A creatina é um aminoácido encontrado na carne que possui grande importância não só em gerar energia muscular, mas principalmente por manter o bom funcionamento do sistema nervoso central e do cérebro.
Esse suplemento aumenta a capacidade de realizar mais repetições nos exercícios e por isso gera mais hipertrofia. Para os mais detalhistas que gostam de bioquímica: ela tem papel regenerador da Adenosina Trifosfato(ATP). O ATP é a molécula de energia primária do corpo que é usado pelas células como o primeiro e principal substrato na produção de energia. Uma analogia que fazemos é imaginar o ATP como o combustível natural do corpo, um "gás natural", que é queimado rapidamente em uma poderosa usina para produzir eletricidade. No corpo o ATP é quebrado para produzir energia e durante esse processo bioquímico, ele perde uma de suas moléculas de fosfato se transformando na Adenosina Difosfato(ADP). É nesse momento que a creatina entra em ação. A Creatina, que é armazenada no corpo como fosfato de creatina ou fosfocreatina, recarrega o ADP doando uma molécula de fosfato para ele produzir novamente o ATP, para que este então possa ser usado para fornecer mais energia. Portanto, sem a Creatina para recarregar o ATP, nós ficaríamos literalmente famintos por energia.
Muitos atletas buscam a creatina apenas como um suplemento para o aumento de força muscular e síntese de ATP(energia) para o treino. A verdade é que esse suplemento faz muito mais do que melhorar a performance no treino.
Enquanto o cérebro humano tem somente de 1-3% do peso total do corpo de uma pessoa, seus bilhões de neurônios (as células nervosas ativas do cérebro) usam de 15 - 20% do total energético de nosso corpo, ou seja 15 – 20% do total de ATP produzido em nosso organismo. 
A energia fornecida pelo ATP é usada pelo cérebro para reparar os neurônios, produzir, armazenar e secretar os neurotransmissores, e para gerar as descargas bioelétricas que acontecem quando os neurônios se comunicam entre eles.
Recentes estudos corroboraram que a creatina não só pode ajudar em desordens genéticas do metabolismo da creatina no SNC(Sistema Nervoso Central), mas também em desordens não genéticas. É notório por muitos pesquisadores de doenças neurológicas que o Parkinson, o Huntington e o Alzheimer, compartilham processos bioquímicos fundamentais nas suas patogêneses, como o stress oxidativo acentuado e a deterioração do metabolismo da creatina, o que impede a renovação do ATP e conseqüentemente a falta de energia para as células nervosas. Por esse fato, recomenda-se a suplementação de creatina em pacientes com tais doenças neurológicas.
Um artigo publicado no "Neuroscience Research" examinou os efeitos da suplementação de creatina na fadiga mental de 24 homens e mulheres com idade adulta. Nesse estudo duplamente cego e placebo controlado, sujeitos que tomaram 8 gramas de creatina diariamente por um período de cinco dias mostraram significativamente menor fadiga mental durante a execução de cálculos matemáticos simples comparados aos sujeitos que não usaram a creatina. Os autores notaram que a creatina parece ajudar a aumentar a utilização de oxigênio no cérebro.
A melhor associação para prevenção de doenças neurológicas apresenta-se no trio: Creatina + Omega-3 + Coenzima Q10 que são essenciais para a função mitocondrial otimizada e desempenham um papel crucial na prevenção da esclerose múltipla, Alzheimer e outras doenças nervosas degenerativas.
Para se ter uma ideia, as pessoas que começam uma dieta vegetariana apresentam uma diminuição significativa na quantidade de creatina intra-muscular depois de 26 dias segundo alguns estudos. A creatina para esses indivíduos pode ser muito bem vinda.

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