CARNE

 

Depois de uma vasta revisão na literatura percebemos que muitos autores recomendam que as pessoas tenham uma alimentação balanceada, uma dieta baseada em vegetais, folhas verdes, e com baixa ingestão de carne bovina e leite como forma de minimizar e/ou reverter o desenvolvimento de doenças crônicas. Eles recomendam quantidades adequadas de luz solar para manter níveis suficientes de vitamina D3, multivitamínicos com vitamina B12 e suplementos como a creatina em caso de abstenção completa de produtos de origem animal. 
Dr. Campbell(autor do livro: The China Study), juntamente com muitos outros pesquisadores, descobriu que dietas ricas de proteína animal, levam a vários tipos de doenças.
É evidente que todos os animais carnívoros foram projetados para caçar, matar, e sobreviver da carne de suas presas. Seus dentes, os ácidos do estomago e o trato digestivo curto suportam isso. Por outro lado, a estrutura dos dentes humanos é bem diferente dos dentes de um lobo selvagem e as diferenças entre animais carnívoros selvagens e seres humanos não terminam aí. O sistema digestivo humano é muito maior e mais complexo, similar a todas as criaturas herbívoras. Além disso, o ácido do estomago e as enzimas do intestino humano são incapazes de quebrar e digerir bem as proteínas animais. Os animais carnívoros possuem intestino muito curto e simples para excretar rápido a carne mastigada e digerida, geralmente em 2 horas, o que exclui a chance da carne ter tempo de apodrecer e envenenar seus sistemas. No ser humano é completamente diferente, em geral demoramos 48 horas para a carne ser eliminada. E muitas vezes não são totalmente eliminadas, ficam presas em pequenas bolsas no cólon apodrecendo não por horas, mas dias, meses e até anos. O preço da ingestão de carne para todos esses órgãos humanos essenciais, especialmente o pâncreas, que também está envolvido no processo digestivo, é enorme. O pâncreas não foi projetado para quebrar proteína animal ou carne. Em vez disso, o pâncreas produz sucos digestivos para dividir as moléculas dos tipos certos de alimentos ricos em proteínas, encontradas somente em vegetais. Na digestão de vegetais, o pâncreas então realiza a sua segunda finalidade, produzindo enzimas pancreáticas para combater doenças. 
Ao contrário, quando é preciso digerir carne, o pâncreas é desviado de sua importante finalidade protetora. Se apenas eliminarmos os produtos animais de nossa dieta, as chances de ter câncer, diabetes ou doença cardíaca e a série de desgraças que acompanha tudo isso, quase desaparece. 
Ao invés de manter uma posição radical evitando-a completamente, preferimos sugerir seu consumo em quantidade adequada, variando a alimentação com frango caipira (livre de hormônios e antibióticos) e peixe selvagem. A “American Heart Association” recomenda o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana como forma de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, porque são fontes importantes de ômega 3. Entretanto, caso a opção seja não consumir nenhum tipo de carne, deve-se optar por uma alimentação ampla para que suas necessidades nutricionais sejam supridas, incluindo ovos. Para aqueles que acreditam na queda do desempenho esportivo saibam que o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. 
Ao se reduzir a carne, é importante consumir creatina pelo seu importante papel na geração de energia e prevenção de doenças neurológicas. Abordaremos isso no próximo tópico.

Referências:
Campbell, T. Colin, PhD, with Thomas M. Campbell II .O estudo da China: Startling Implications for Diet, Weight Loss, and Long-Term Health. Dallas: BenBella Books, 2004, p. 36.

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